quinta-feira, 28 de outubro de 2010

XVIII

Hoje muito mais certo de minhas dúvidas, logo apenas as ignoro.
Esqueço-me já quase totalmente,
do tempo em que pensar sobre tudo era alimento da alma.
Passaram-se rugas e escolhi o recolhimento.

Todos os dias encaro os céus,
não por alguma profunda metáfora ou significante análise,
O encaro apenas por ser belo.
Gasto mais tempo estirado na grama, sob a sombra de meu carvalho predileto,
Apenas por preguiçosamente me recostar e exercer a mais pura atividade do não-pensar.

Todos os dias invento novas memórias
para que já não me lembre daquela escura era em minha vida,
Hoje já não vivo nem morro,
Sou eterno em minha ignorância como as águas deste rio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário